CORONAVÍRUS: contexto e futuro do segmento de eventos!

Eventos corporativos, esportivos, gastronômicos, artísticos ou de entretenimento: tão variados são os tipos de eventos, quanto os pequenos negócios que eles movimentam dentro do contexto econômico do país.

Diretamente, o segmento de eventos impulsiona uma cadeia formada por negócios de diferentes áreas, especialmente de alimentação, segurança, turismo e infraestrutura (tecnologia, logística, assessoria, staff, etc). Muitos destes negócios são responsáveis por gerar renda para empreendedores de micro, pequeno e médio porte.

De importância estratégica na economia brasileira, o segmento de eventos foi um dos primeiros a interromper atividades após a decretação do estado de pandemia pela Organização Mundial da Saúde e agora todos se questionam qual o futuro deste setor.

Neste momento de incerteza sobre a retomada, cabe aos empreendedores dedicarem-se à duas reflexões: a possibilidades de criação de novos modelos de negócio e a preparação para atender às mudanças do pós-pandemia.

A busca por novos modelos que sejam atrativos e gerem uma demanda razoável para sustento do negócio não é tarefa fácil. Exige pensamento sistêmico do empreendedor, muita pesquisa, intuição e, por que não, um boa dose de sorte. Inúmeros eventos online estão surgiram – como as “lives” musicais -, mas ainda é precoce afirmar que estes se tornarão tendência ou irão substituir em parte os tradicionais eventos presenciais. Por outro lado, alguns modelos antigos estão sendo resgatados – como os cinemas a céu aberto, onde o espectador vê o filme dentro do seu carro – e talvez esse seja um método que pode revelar novos negócios na área de eventos no longo prazo. 

Mesmo com tantas incertezas, é muito provável que novos modelos de sucesso surgirão no segmento de eventos e por isso estes empreendedores devem estar atentos para mudanças e adaptações.

Outra questão que o empreendedor do segmento de eventos deve estar atento é a preparação ao “novo normal” que esta por vir! Algumas mudanças – de legislação e de comportamento do consumidor –  já estão claras e irão ocorrer. A redução de aglomerações e novas regras de higienização possivelmente são as mudanças mais rapidamente percebidas nos eventos.

A criação de eventos com público reduzido (VIPs) deve ser uma tendência ao longo dos próximos anos, o que em contrapartida, poderá mudar o perfil do público consumidor e a natureza dos eventos. Outro fato é que decretos com novas obrigações sanitárias já estão em vigor, mas é possível ainda presumir que novas legislações devem surgir para assegurar a operação de eventos nas diferentes modalidades e, especialmente, vinculadas à quantidade de pessoas participantes.

Em paralelo a todo este cenário, ainda há de se considerar as consequências econômicas geradas pela pandemia e a possível queda de renda da população, que também afetará a demanda por determinados tipos de eventos.

Por fim, qualquer que seja a posição que este empreendedor de pequeno porte esteja ocupando dentro do segmento de eventos, é importante que ele faça uma leitura do cenário e esteja atento para as oportunidades que estão por surgir.

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Autor

Michael Waller

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